segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cuidado com estranhos...



          Alguns anos depois que nasci meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família. O estranho aceitou e desde então tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem ele já tinha um lugar muito especial.
         Meus pais eram instrutores complementares: Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas, com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar.
        O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que ele tinha a dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora). Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa? Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

         Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos. Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
      Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho. Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar. Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então o estranho mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio. Não obstante, se hoje você pudesse entrar na casa de meus pais, ainda o encontraria em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...

Seu nome? Nós o chamamos Televisão...
Agora tem uma esposa que se chama Computador e um filho que se chama Celular!
E a família???? Vivendo com estranhos entre estranhos...
                                                         Autor do texto....DESCONHECIDO
fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Foto: A  ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.

Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

imagem: Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul (Thinkstock)


Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou
que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.
Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

DHA podem melhorar a leitura e o comportamento de crianças em idade escolar

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino unido, descobriram que suplementos diários de ácidos-graxos ômega-3 (DHA) podem melhorar a leitura e o comportamento de crianças em idade escolar.

A equipe recrutou 362 crianças de 7 a 9 anos

de idade saudáveis, mas com dificuldade de leitura que receberam uma dose diária de 600mg de ômega 3.

Os resultados mostraram que aquelas que tinham dificuldades de leitura melhoraram suas capacidades durante os quatro meses de acompanhamento do estudo.
Em média, as crianças que estavam 20% piores em termos de leitura melhoraram nas três primeiras semanas, mais do que o grupo controle que tomou placebo. Aqueles que tinham um nível 10% abaixo melhoraram em 1,9 meses.
A pesquisa sugere que a suplementação com DHA é uma maneira simples e eficaz para melhorar a leitura e comportamento em crianças saudáveis, mas de baixo desempenho.

O DHA é um ácido graxo ômega-3 encontrado em peixes e frutos do mar, mas para o estudo, o composto foi retirado de algas, tornando-o adequado para vegetarianos.

"Nossos resultados mostraram que tomar suplementos diários de ômega 3 melhora o desempenho de leitura e ajuda as crianças a acompanhar o restante da turma", conclui o pesquisador sênior Alex Richardson.

Fonte:Isaude


Foto: Pressmaster/Foto Stock
Óleos derivados de peixe podem melhorar as habilidades de leitura em crianças com baixo desempenho escolar
 

TRANSTORNO DESAFIADOR DE OPOSIÇÃO



As crianças/adolescentes com o Transtorno Desafiador de Oposição são caracteristicamente negativistas, desafiadores, argumentativos e hostis. Eles diferem das pessoas com outros Transtornos de conduta no s

entido em que, ao invés de atuar contra os outros, eles são ativamente resistentes aos outros.
As crianças com esse transtorno tendem a se descontrolar, discutir com adultos, recusar-se a fazer o que lhes é dito e intencionalmente fazer coisas para incomodar os outros.

DICA: Nem todas as crianças difíceis de se lidar possuem Transtorno Desafiador de Oposição, mas se as características acima citadas lhe chamaram a atenção, PROCURE UM PROFISSIONAL.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente". 
neuróbica
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista. 
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso,
é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.

neuróbica
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?  
Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer". 

21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado; 
6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef; 
neuróbica
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão? 

Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Estilos de Aprendizagem



Num artigo intitulado O Estilo de Aprendizagem Individual, escrito por Gilberto Teixeira, Prof. Doutor da FEA/USP ele ressalta que: “Cada pessoa tem um estilo seu de aprender. Isto é um fato demonstrado em inúmeras pesquisas. Por isso é fundamental, para melhorar o desempenho no serviço, na escola e nas relações interpessoais, que saibamos qual o nosso estilo de aprender.
Quando a pessoa está consciente de como ela própria e os outros percebem e processam a informação, pode conseguir com que o aprendizado e a comunicação se tornem bem mais fáceis e eficazes trabalhando no seu melhor estilo. O professor também necessita saber que, para que a comunicação se torne efetiva, é preciso que haja confiança. Para que ele conquiste a confiança, precisa criar um ambiente no qual os estudantes possam se comunicar francamente com ele. O professor deve identificar os estilos de aprendizagem de seus alunos e adotar a ação apropriada para cada caso.”
Pois, sabe-se que algumas pessoas aprendem mais facilmente quando há forte iluminação ou há bastante claridade na sala de aula; outras já preferem  um ambiente mais de penumbra. Outras pessoas aprendem melhor quando estudam em duplas; umas já acham que estudar e reter a informação tem de ser sozinho, confundindo, às vezes, aprender e entender, com decorar. Temos ainda aqueles que, não dispensam uma música de fundo, e há os que só conseguem se concentrar se não houver nenhum ruído, buscando o silêncio total. Podemos constatar que há também pessoas que só estudam num ambiente extremamente limpo, organizado, higiênico etc. enquanto outras se desenvolvem bem no meio de pilhas de livros e cadernos, com quase nenhum espaço para apoiar os braços e anotar algo.
De fato, o estilo de aprendizado de cada pessoa é uma combinação de como ela percebe, organiza, processa e modula a informação. As percepções exercem influência muito grande sobre as atitudes e o comportamento dos alunos mais do que os próprios fatos. As percepções não derivam muitas vezes dos fatos ou das palavras dos professores, mas do que realmente eles fazem.
O autor do artigo ressalta que “o bom professor é aquele que planeja, com bastante antecedência, não o que vai ocorrer numa dada semana, porém no mínimo no semestre todo ou até no letivo inteiro. Assim  o professor estabelece datas para realizar as avaliações, tarefas para serem feitas fora da sala de aula, encontros para revisão etc. e com isso ele permite que o aluno também possa se programar adequadamente. Entretanto o que de fato representa um grande diferencial é quando o professor percebe, para um certo grupo de alunos, o melhor estilo para o aprendizado em grupo e explica, a cada um deles, como é que eles aprendem melhor individualmente”.
Entre os estilos de aprendizagem temos os três seguintes:
a)  Visual
b)  Auditiva
c)  Cinestésica
Quem possui um estilo de aprendizagem visual:
  • Falam rápido.
  • Procuram ser limpas e organizadas.
  • Freqüentemente respondem às perguntas com um simples sim ou não.
  • Gostam de fazer rabiscos ou garatujas enquanto participam de uma reunião.
  • Observam os detalhes ambientais.
  • Buscam o bom planejamento à longo prazo.
  • Executam a leitura com rapidez.
  • Memorizam através de associações visuais.
  • Lembram o que viram melhor do que aquilo que ouviram.
  • Não se distraem facilmente com o barulho.
  • Têm problemas para lembrar instruções verbais.
  • Precisam de uma visão global e querem saber o intuito de todo e qualquer projeto.
  • Esquecem de deixar instruções verbais para os outros.
  • Gostam mais de artes plásticas do que de música.
  • Às vezes saem de sintonia quando o negócio é prestar atenção durante muito tempo.
  • Preferem fazer uma demonstração física a fazer um discurso.
  • Comumente sabem o que têm de dizer, porém não conseguem pronunciar as palavras corretas.
  • Quem possui um estilo de aprendizagem auditivo: 
  •   Falam consigo mesmas enquanto estão trabalhando
  •   Gostam mais de piadas contadas do que de mímica e de trejeitos cômicos
  •    Distraem-se facilmente com o barulho.
  •    Têm problemas com projetos que envolvam visualização como, por exemplo, cortar algo em pedaços para fazer alguma montagem.
  • Mexem os lábios e pronunciam as palavras enquanto estão lendo.
  • Gostam de ler as coisas em voz alta e ouvir o que estão dizendo.
  • Adoram discutir e entram em longas descrições.
  • Aprendem melhor quando ouvem e lembram com mais eficiência o que foi discutido com mais precisão do que aquilo que foi mostrado.
  • Podem repetir e inclusive fazer imitação do timbre e da intensidade da voz de quem ouviram falar.
  • Acham o ato de escrever enfadonho, porém são muito bons no discurso.
  • Apreciam mais a música do que as artes plásticas.
  • Falam em padrões rítmicos.
  • Freqüentemente discursam com eloqüência.
  •   Podem soletrar ou explicar detalhadamente melhor do que escrevendo as mesmas informações.
 
Quem possui um estilo de aprendizagem cinestésico:
  •   Falam bem devagar.
  • Não conseguem lembrar de localidades e de outros pontos geográficos, a não ser que tenham estado lá recentemente.
  •  Usam palavras de ação.
  • Respondem prontamente a apelos físicos.
  • Tocam nas pessoas para poder chamar a sua atenção.
  • Não conseguem ficar sentadas quietas durante longos períodos.
  • Fazem muitos gestos.
  • Sentam-se perto de alguém quando estão falando.
  • Usam o dedo como um indicador enquanto estão lendo.
  • Memorizam melhor quando estão andando e vendo.
  • Aprendem com mais eficiência e eficácia quando estão fazendo ou manipulando algo.
  • Possuem um desenvolvimento muscular precoce.
  • Soltam-se continuamente para a movimentação e para o esforço físico.
  • Gostam de estar envolvidos em jogos.
  • Podem ter uma caligrafia bem feia.

 Fonte: http://spu.autoupdate.com 
(Artigos de Gilberto Teixeira)
http://seillacarvalho.blogspot.com.br/

52 sites que divertem e ensinam


O site Educar para crescer pediu  a 7 educadores para avaliarem os principais sites com conteúdos educativos para crianças. Veja o que eles descobriram:


Foto: criança no computador

Seu filho faz parte da chamada "geração Y". Também conhecida como geração da Internet, ela é composta por nascidos depois da década de 80 e tem como principal característica o seu crescimento em uma época de grandes avanços tecnológicos. Isso quer dizer que o computador faz ou fará parte da rotina dele (como a TV talvez tenha feito da sua). "As crianças e os adolescentes de hoje são nativos do computador e da internet. Já os adultos são imigrantes. São relações muito diferentes", afirma Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo.

Um dos principais símbolos dessa nova geração é justamente a internet. Seja ela via computador, seja via celular. A pesquisa Kids Expert 2008, encomendada pelo canal infantil Cartoon Network, mostra que 60% das meninas entre 7 e 15 anos ficam entre 30 minutos e quatro horas por dia conectados. Entre os meninos, o percentual é de 55%. Mais de 6 500 crianças foram entrevistadas no ano passado.

E o que essas crianças e esses adolescentes fazem na rede? Essa mesma pesquisa mostrou que eles passam boa parte do tempo em programas de mensagens instantâneas e redes sociais, como Orkut e Facebook, conversando com amigos e visitando álbuns de fotos - passatempos que não necessariamente acrescentam algo à formação intelectual.

O tempo passado na Internet pode ser voltado para o aprendizado e a aquisição de conhecimentos. Há diversos sites que incentivam o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, ampliando o seu universo cultural. Combinando informação com diversão, eles são, também, um excelente passatempo, que podem entreter e divertir os jovens. "Há conteúdos muito ricos na internet, para todas as idades. Acessando sites adequados para a faixa etária, crianças e adolescentes poderão aproveitar o que há de melhor na rede", diz Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS.

É justamente por isso que os pais devem participar mais dessa navegação, dessa exploração do mundo, orientando os filhos e fazendo uma mediação durante os momentos em que ele usa o computador. Mesmo em sites seguros, de conteúdo educativo, pode haver "falha" na segurança. Sites voltados para crianças com comunidades que possibilitam a interação entre os internautas, por exemplo, precisam de moderação e de um bom sistema de cadastro. "Um dos maiores perigos da internet é a pedofilia. Em comunidades e sites de relacionamento, as crianças correm risco de se relacionar com pessoas mal intencionadas", alerta a educadora Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania.

Outra recomendação dos educadores é que os pais atentem ao excesso de publicidade em determinadas páginas - há um projeto de lei em tramitação no Congresso que proíbe qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada para crianças. "O apelo ao consumo por parte das crianças é algo condenável", afirma Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. Também é bom prestar atenção no tempo passado em frente ao computador. "É preciso evitar que o computador se transforme em uma babá eletrônica. Ele deve ser apenas um dos muitos recursos usados na Educação de crianças e adolescentes", recomenda Helena Cortês.

A equipe do Educar para Crescer fez uma lista de sites educativos para crianças e adolescentes e solicitou a avaliação de sete especialistas em Educação:
  • Adriana Bruno, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Helena Cortês, professora da Faculdade de Educação da PUC-RS
  • Humberto Estevam, diretor de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) 
  • João Luís de Almeida Machado, doutor em Educação pela PUC-SP e coordenador pedagógico da Escola Moppe, em São José dos Campos (SP)
  • Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer para a Cidadania
  • Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP 
  • Melina Veiga, especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação e professora de Informática do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo
Veja a seleção de sites para crianças e adolescentes avaliados pelos educadores. Preste atenção às recomendações e divirta-se com o seu filho!